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O dia da matrícula e a primeira semana de aula dos alunos ingressantes na faculdade são, quase sempre, marcados pela recepção aos calouros. Ações já tradicionais, como pedágios nas esquinas para arrecadar dinheiro (a ser utilizado em festas), rostos pintados e cabeças raspadas foram, em meados dos anos 1980, assumindo novas e perigosas conotações, que resultaram em agressões, mutilações e até mesmo óbitos de calouros.
Para evitar que atitudes constrangedoras ou violentas ocorram na Unesp, a Universidade proibiu, em 1999, pela Resolução no 86, o trote violento. Ela estabelece que cada faculdade deve definir as diretrizes e atividades de recepção ao aluno ingressante e que eventuais transgressões – agressão física, moral ou outras formas de constrangimento, dentro ou fora do espaço físico da Universidade – serão consideradas faltas graves, passíveis de suspensão ou expulsão.
A Resolução no 86 está em consonância com a Lei no 10.454, promulgada em 1999, e com a Lei no 11.365, promulgada no ano seguinte, ambas abolindo o trote violento e instituindo o trote solidário.
Para não acabar com a tradição, que simboliza a passagem de uma etapa da vida para a outra e, principalmente, significa a aceitação do novo aluno no mundo universitário, diretores, professores e estudantes da Unesp se mobilizam para criar formas inovadoras de recepção aos calouros, caracterizadas por atividades solidárias e de alcance social, como arrecadação de gêneros alimentícios e coleta de sangue.