
Os avanços tecnológicos – as imagens via satélite e a internet, por exemplo – trouxeram muitas mudanças para a Geografia. A globalização também transformou os aspectos físicos e humanos do mundo. Hoje, essa ciência interdisciplinar analisa o espaço geográfico com a integração de aspectos sociais e ambientais. Ela investiga desde a atmosfera, rios, oceanos e montanhas, até o subsolo, incluindo os habitantes desses ambientes e suas relações sociais e econômicas.
O conjunto de disciplinas teóricas e práticas permite ao futuro geógrafo desempenhar importantes papéis nos estudos ambientais, na criação de mapas, no planejamento urbano e regional, nos estudos populacionais e no gerenciamento de recursos hídricos, contribuindo para a redução dos impactos socioambientais.
São características de um bom geógrafo a criatividade, a disciplina e a capacidade de trabalhar em equipes multidisciplinares. Ele deve ter gosto pela leitura, pelo estudo, pelo ensino e pelo trabalho de campo.
A atuação no mercado de trabalho dependerá da opção que o aluno fizer na graduação – licenciatura ou bacharelado. No primeiro caso, poderá trabalhar em escolas de ensino fundamental e médio, como também no ensino superior. Se a opção for pelo bacharelado, poderá ingressar em universidades, empresas e instituições privadas e públicas, como em secretarias do meio ambiente do município ou do Estado, e órgãos como o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A Unesp oferece o curso em três câmpus. Em Ourinhos, há uma biblioteca informatizada e laboratórios modernos nas áreas de didática, informática, climatologia, geologia, geomorfologia e pedologia, entre outras. O câmpus mantém um Centro de Documentação e Memória, que disponibiliza documentos sobre a cidade e a região. Ourinhos conta também com um Centro de Estudos de Percepção e Educação Ambiental, com atividades de pesquisa, ensino e extensão. A unidade conquistou a nota máxima “5” no último Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) para a área, em 2008.
Bibliotecas, centros de estudo e laboratórios
didáticos tornam formação mais sólida e dinâmica |
Em Presidente Prudente, os estudantes fazem viagens de curta, média e longa duração para os trabalhos de campo. Eles desenvolvem projetos de pesquisa nos Laboratórios de Sedimentologia e Análise de Solos; de Geologia, Geomorfologia e Recursos Hídricos; de Climatologia; e de Ensino, bem como também nas áreas de Geografia Agrária e Geografia Urbana. Há estágios de docência, para licenciatura, e com elaboração de monografia, para bacharelado. Além de uma biblioteca informatizada, a unidade mantém vários grupos de pesquisa, em que os graduandos podem interagir com pesquisadores da pós-graduação (Nota 7 na Capes).
O Câmpus de Rio Claro oferece salas com modernos equipamentos para atividades didáticas. O bacharelado possui três linhas: ênfase em Análise Ambiental e Geoprocessamento, ênfase em Análise Socioespacial e Planejamento Territorial; e bacharelado regular (sem ênfase). O curso promove aulas práticas em laboratórios didáticos, biblioteca e trabalhos de campo. Os alunos contam com dois grandes centros de pesquisa – o Centro de Análise e Planejamento Ambiental e o Centro de Estudos Ambientais, onde podem desenvolver pesquisas e participar de projetos.
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