

A economia do Brasil cresce e alavanca as oportunidades de emprego. Em março de 2011, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou a menor taxa de desemprego desde 2002. Ela foi estimada em 6,5%, para o conjunto das seis regiões metropolitanas: Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
Entretanto, o país sente falta de profissionais com a competência exigida pelas novas características do mercado. As empresas esperam que eles tenham, além da formação universitária, um curso de especialização, bem como conhecimentos de administração, finanças, informática, outros idiomas e gestão de pessoas.
Além de ficar atento ao noticiário econômico, o jovem que escolhe uma carreira universitária deve ter em mente que sua formação será constante. “As empresas exigem hoje um profissional atualizado nas novas tecnologias e procedimentos”, salienta Gláucia dos Santos, consultora de Recursos Humanos da empresa Catho Online Ltda. “E com a facilidade de acesso à informação possibilitada pela internet, não há desculpas para não continuar os estudos.”
Novas Competências
Em um mercado cada vez mais competitivo, a formação do estudante nas Instituições de Ensino Superior deve envolver também uma prática inicial da profissão escolhida, tanto em atividades de extensão universitária, como em estágios, de acordo com Sylvana dos Santos Rocha, gerente técnica de estágios do Centro de Integração Empresa-Escola – São Paulo (CIEE – SP). “Ao vivenciar situações reais de trabalho, o aluno desenvolve competências e habilidades mais direcionadas à profissão”, explica. “Também entra em contato com os valores éticos e comportamentais da sua categoria profissional.”
Entre as competências, Sylvana cita a proatividade como uma das mais valorizadas. “Saber resolver problemas do cotidiano, buscar soluções e propor melhorias são características de um profissional de destaque. Ele deve ainda aprender a trabalhar em grupo, tanto para comandar uma equipe quanto para respeitar o comando”, diz. Para a gerente, a prática pode ainda validar a escolha profissional, ao confrontar a realidade com as expectativas dos universitários.
O empreendedor
Os valores que o estudante traz consigo o motivam a criar, a não se conformar com a situação presente e a realizar mudanças na realidade que o cerca. Mas, para que essas propostas sejam efetivas e deem frutos, Antonio Celso Quagliato, analista do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP) destaca a necessidade de desenvolver características de um empreendedor, como a busca por oportunidades, persistência diante das dificuldades e, acima de tudo, planejamento.
Para preparar seus estudantes em uma cultura empreendedora, desenvolvendo capacidades fundamentais para as novas relações de trabalho, como a criatividade e a inovação, a Unesp e o Sebrae, em parceria, implantaram a disciplina optativa de Empreendedorismo nos cursos de graduação. “Essa disciplina objetiva criar um perfil que auxilie o universitário a elaborar projetos, que podem ser sociais ou empresariais, porém, inovadores”, conclui Quagliato, um dos responsáveis pela implementação da disciplina.
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