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O Brasil apresenta uma área florestal aproximada de 3,4 milhões de km2 de florestas, cerca de 40% de todo o seu território. O setor florestal responde por cerca de 5% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Com esse potencial de uso dos recursos naturais para o desenvolvimento do País, o profissional em Engenharia Florestal conquista novos espaços.
A Engenharia Florestal pode ser definida como a ciência que busca aprofundar o conhecimento sobre as florestas nativas e plantadas, visando à produção contínua de madeira e serviços ambientais. Sistematiza conhecimentos aplicáveis ao manejo, à utilização e à proteção dos recursos florestais de modo a obter benefícios para a sociedade com o mínimo de impacto no ambiente e com a conservação das riquezas naturais.
Entre as áreas de ação do engenheiro florestal estão: formação, manejo e exploração de áreas florestais; melhoramento genético das florestas e produção de sementes; tecnologia de produtos (madeira serrada, compensados, aglomerados, chapas de fibra, carvão, celulose e papel, entre outros); manejo de bacias hidrográficas; proteção florestal (contra incêndios, pragas e doenças). Ele pode também elaborar políticas, legislação e atividades econômicas ligadas ao setor.
Seu campo de trabalho abrange tanto empresas privadas como públicas. No setor privado, atua nas áreas ligadas à produção madeireira e seu beneficiamento, bem como em empresas de consultoria. No campo público, pode se envolver na análise e fiscalização de projetos florestais, na administração de parques e reservas, e em instituições científicas e de pesquisa.

Curso possui três fazendas para atividade prática e
região reúne áreas de reflorestamento

Como o curso requer intensa parte prática, a Faculdade de Ciências Agronômicas, de Botucatu, dispõe para seus alunos três fazendas experimentais: Lageado, Edgárdia e São Manuel. Elas totalizam 2.500 hectares (cerca de 2.500 campos de futebol), sendo 600 ha de matas naturais.
A região possui também áreas de reflorestamento, que abastecem com matérias-primas diversas indústrias. Assim, os estudantes têm contato imediato com a implantação de florestas artificiais e seu aproveitamento industrial.
O curso reúne, entre seus professores, especialistas que se dedicam ao estudo das florestas naturais e artificiais há quase duas décadas. A unidade mantém uma parceria com o Instituto Florestal de São Paulo para a realização de workshops em manejo de bacias hidrográficas e estágios de férias para os estudantes.
Para conclusão da graduação, os alunos devem realizar estágio supervisionado ou atividade de pesquisa em ciência florestal, além do trabalho de conclusão de curso. Eles também são incentivados a participar de estágios extracurriculares, grupos de estudos, da educação ambiental em trilhas e na Casa da Natureza, de empresas juniores (formadas por alunos e voltadas para a resolução de problemas de produtores), bem como de outras atividades acadêmicas. Essa formação complementar os diferencia no mercado de trabalho.