
Na época atual, em que o nosso modo de vida vem causando profundas alterações ambientais, a ponto de ameaçar a integridade dos ecossistemas e suas funções, é essencial ter profissionais pensando soluções para os problemas ambientais. Eles precisam buscar uma conciliação entre a crescente demanda por recursos naturais e a preservação do planeta.
Há uma expressiva evolução do conhecimento científico nessa área, o que leva ao crescimento do campo de atuação do ecólogo. O profissional tem a oportunidade de trabalhar em centros de pesquisa, escritórios de consultoria, ONGs, empresas particulares e em universidades. Ele também vem sendo absorvido nos mais diversos órgãos públicos relacionados ao meio ambiente, como Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo), Instituto Florestal (IF), Fundação Florestal (FF) e Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia).
Paralelamente ao crescimento do mercado de trabalho, aumenta também a exigência com relação à formação do profissional: além de uma sólida graduação, ele deve manter-se atualizado a respeito da legislação, das novas descobertas e dos aspectos políticos, sociais e econômicos que possam influenciar os rumos de sua carreira. Desse modo, será capaz de compreender melhor seu papel, inclusive em equipes multidisciplinares, para tratar das questões ambientais.
Especialista tem formação abrangente e deve atuar em
colaboraçãocom outros profissionais |
Pioneiro no País, o curso de graduação em Ecologia foi implantado em 1976, no Instituto de Biociências, Câmpus de Rio Claro. Em 35 anos de existência, essa iniciativa inovadora acompanhou o crescente interesse pelas questões ambientais e passou a incorporar em sua grade curricular novas disciplinas de natureza prática e aplicada.
O curso reúne diferentes áreas do conhecimento, como Ciências Biológicas, Geológicas, Exatas e Humanidades. Essa formação diversificada é muito favorável para a formação do ecólogo, uma vez que as questões ambientais requerem uma abordagem multi e interdisciplinar.
Durante os quatro anos da graduação, o aluno tem acesso a diversos laboratórios e desenvolve várias atividades de campo. Os locais das atividades variam de acordo com as disciplinas do curso, como Ecologia Molecular, Ecologia Humana, Populações ou Comunidades, Manejo de Áreas Silvestres, Agroecossistemas, Ecologia da Poluição ou Metodologia de Estudos de Impacto Ambiental, cujos estudos sobre a estrutura da fauna e da flora são preferencialmente feitos em áreas preservadas, como parques, reservas e estações ecológicas, mas também em áreas degradadas nas cidades ou no campo, que são usadas em pesquisas de disciplinas como Climatologia, Ecossistemas ou Ecologia da Poluição.
Ao longo do curso, o estudante deve cumprir estágio obrigatório, que pode ser feito nos departamentos da própria Unesp, ou mesmo em outras instituições e empresas.
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