
Nas últimas décadas, os conflitos e crises internacionais, a ampliação do comércio e da comunicação entre países e os processos de integração regionais passaram a causar um impacto maior sobre o cotidiano das organizações e das pessoas, revelando a importância das relações internacionais para a sociedade, os governos e as empresas.
Diante deste quadro, a demanda pelo profissional da área cresce continuamente. Isso ocorre na esfera pública, mas principalmente na área privada e no chamado terceiro setor, com as organizações não governamentais. As empresas e ONGs estão, cada vez mais, percebendo que ter um analista do cenário internacional em sua equipe é a melhor forma de complementar seus planejamentos e sua inserção no mundo. O mercado de trabalho está em expansão sobretudo devido às possibilidades abertas pela atual política externa do Brasil.
Por isso, o graduado em Relações Internacionais deve ser preparado para trabalhar em instituições nacionais e internacionais, privadas e governamentais, em organizações internacionais, na mídia, em ONGs, empresas de consultoria, instituições financeiras e sindicatos, considerando-se inclusive um eventual ingresso na carreira diplomática. Existe ainda a perspectiva de seguir carreira acadêmica – alternativa que vem se consolidando com a ampliação dos programas de pós-graduação no País.
Antes de ingressar na área, é essencial que o candidato saiba que o curso não forma diplomatas (um profissional do Estado) nem exportadores (profissão mais ligada ao Comércio Exterior). A área tem uma preocupação mais ampla e tem por objetivo as negociações em níveis superiores, como a formulação de políticas para as relações internacionais da empresa, da ONG ou do governo em questão.
A graduação envolve o desenvolvimento de habilidades para analisar, atuar, coordenar, decidir, gerir e intervir no ambiente internacional, junto aos distintos organismos internacionais e nacionais. É fundamental, portanto, que o futuro profissional esteja atento às mudanças da política mundial e estude temas como direitos humanos, meio ambiente, tecnologia, narcotráfico, migrações e conflitos étnicos.
| Na
UNESP |
Análise de questões econômicas e sociais |
Os dois cursos de Relações Internacionais (RI) oferecidos pela Unesp são novos, mas bem estruturados e considerados como referência no País.
O de Franca começou a ser oferecido em 2002 e formou sua primeira turma em 2005. O curso privilegia o ensino voltado para a pesquisa e atuação em negociações internacionais, para a análise de questões políticas, econômicas, sociais, ambientais e culturais das negociações internacionais, para posterior aplicação no mercado de trabalho ou para estudos de pós-graduação.
Há oportunidade para intercâmbio acadêmico dentro do Brasil e também com países da América do Sul, da Europa e da América do Norte. O estudante de graduação tem à disposição vários grupos de estudos e pesquisa: o Grupo de Estudo de Defesa e Segurança Internacional (trabalho conjunto de Brasil, Argentina, Chile, Uruguai e Bolívia), o Observatório de Política Externa Brasileira (trabalho conjunto de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), o Grupo de Cenários Prospectivos, o Grupo de Migrações Internacionais, o Núcleo de Estudos e Simulações de Organismos e Sistemas Internacionais e o Grupo de Marketing Internacional. O curso mantém, ainda, a Orbe – Relações Internacionais, empresa júnior do curso, em intensa atividade.
O curso de Marília começou a funcionar em agosto de 2003 com a preocupação de oferecer uma formação acadêmica sólida e multidisciplinar, levando em consideração as perspectivas do mercado de trabalho. Mantém grupos de estudos de temas variados, visando atualizar a estrutura curricular, e grupos de pesquisa que analisam temas relacionados às Relações Internacionais.
A unidade oferece atividades de intercâmbio acadêmico, inclusive com países do Cone Sul, e a organização de encontros, como a Semana de Relações Internacionais da Unesp, conjuntamente com o câmpus de Franca. O objetivo é integrar a graduação com a pós-graduação, o ensino e a pesquisa. Também são organizados seminários temáticos que discutem temas contemporâneos.
Em 2004, foi instalada na unidade a Empresa Júnior – SAGE, que desenvolve estágios em empresas privadas, ONGs e na prefeitura de Marília. Há também intercâmbios com universidades europeias. A Unesp, em parceria com a Unicamp e a PUC-SP, é responsável, ainda, pelo Programa de Pós-Graduação San Tiago Dantas em Relações Internacionais.
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