
A Engenharia Industrial Madeireira é de vital importância para o bom desempenho das empresas do setor. Essas empresas trabalham com recursos naturais renováveis e com tecnologias limpas, premissas hoje consideradas essenciais para o desenvolvimento social e econômico em todos os países.
O engenheiro industrial madeireiro é um profissional com grande potencial de inserção no mercado de trabalho. Basta observar o aumento da demanda por produtos de madeira e seus derivados, que requerem profissionais qualificados para o seu processamento e aplicações.
O setor requer profissionais que tenham versatilidade para desempenhar atividades nas áreas de gerenciamento de processos de fabricação, na execução de projetos industriais, assim como na manutenção e no desenvolvimento de produtos e equipamentos voltados para o setor, características esperadas em um engenheiro industrial madeireiro.
Ao concluir o curso, o formado deverá estar qualificado e especializado em processos industriais que utilizam a madeira como matéria-prima – como ocorre nas indústrias de celulose, de painéis, do mobiliário e da construção civil –, além de capacitado para atuar na área de projetos e no desenvolvimento de máquinas e equipamentos para o setor madeireiro. Outra opção é trabalhar como profissional autônomo, na assessoria a empresas do setor.
É da atribuição do engenheiro industrial madeireiro gerir a produção e planejar os sistemas produtivos, bem como criar e aperfeiçoar métodos dedicados a melhorar esses sistemas, inclusive pelo uso de recursos tecnológicos disponíveis, como sistemas de informação e logística. Pode trabalhar em diversos setores da economia, como em indústrias, bancos e empresas de consultoria. Está também habilitado a trabalhar em funções multidisciplinares como, por exemplo, gestão ambiental e sistemas diversos em que a produção de bens e serviços seja variável de grande impacto.
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UNESP |
Estímulo a atividades de extensão |
Polo da região sudoeste do Estado de São Paulo, Itapeva apresenta forte vocação florestal madeireira. Dispõe de um amplo parque industrial voltado às atividades de produção de madeira, papel e celulose, madeira serrada, extração de resina e energia a partir da biomassa florestal.
A região caracteriza-se ainda pela alta concentração de áreas de reflorestamento, pela disponibilidade de mão-de-obra habituada a trabalhar com madeira e por uma política voltada para sua industrialização. É nesse universo que, desde o segundo semestre de 2003, a Unesp vem oferecendo, no câmpus de Itapeva, o curso de Engenharia Industrial Madeireira.
A presença da Universidade no município permitiu criar, na região e fora dela, polos de processamento, com vistas à industrialização de produtos de madeira no ramo do mobiliário e da construção civil, bem como da produção de embalagens, molduras e utensílios diversos.
O câmpus possui uma área de aproximadamente 89 mil m2 localizada próximo ao centro comercial do município. Conta com instalações de administração, biblioteca, salas de aula, anfiteatro e laboratórios de informática, química experimental, física experimental, anatomia da madeira, química instrumental, mecânica dos fluidos, preservação da madeira, secagem da madeira, propriedades físicas e mecânicas da madeira, celulose e papel, mobiliário, serraria, afiação de ferramentas de corte, projetos industriais, processamento e usinagem da madeira, painéis e derivados da madeira.
A importância da pesquisa na formação profissional é ressaltada pela presença de conjuntos de disciplinas dos núcleos básicos e profissionalizantes. Durante o curso, os alunos também têm a possibilidade de participar em Projetos de Extensão Universitária e do Programa Institucional de Iniciação Científica, na modalidade de aluno-bolsista, sob a orientação de professores devidamente qualificados.
A Universidade incentiva que o estudante participe de estágios e atividades extracurriculares para que vivencie situações práticas e aprenda como aplicar os conhecimentos adquiridos durante sua formação.
As áreas de atuação são amplas, como celulose e papel, processamento da madeira, produção de painéis, mobiliário, aproveitamento de resíduos, otimização de processos, logística industrial, qualidade da madeira, secagem da madeira, preservação da madeira e controle ambiental.
Os programas de extensão são estimulados como forma de motivar a interação entre o ensino e a pesquisa, levando à sociedade o conhecimento gerado na Universidade.
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