t7

Perante a enorme oferta de informações sobre diversas carreiras, o jovem pode sentir-se confuso na hora de decidir qual curso universitário escolher. Uma série de estereótipos aumenta essa confusão. Nesse momento, é importante que o candidato ao vestibular reflita sobre o mundo que o cerca e qual o papel que deseja desempenhar nele. Aliando a isso o conhecimento do dia-a-dia da profissão, o pré-vestibulando pode encontrar seu caminho com menos angústia.
A Universidade oferece apoio gratuito de orientação vocacional aos estudantes nos câmpus de Araraquara, Assis e Bauru. Em grupos, ou com atendimento individual, há participação de psicólogos, psicopedagogos, assistentes sociais, pedagogos e estagiários.

Atendimento a jovens e pais
No Centro de Pesquisas sobre a Infância e a Adolescência (Cenpe), câmpus de Araraquara, os pré-vestibulandos são reunidos em grupos de, no máximo, 35 pessoas. Em encontros semanais, eles realizam atividades, como a dramatização de situações, com a finalidade do auto-conhecimento, segundo a psicopedagoga Maria Beatriz de Oliveira, coordenadora do serviço no Cenpe.
As famílias desses estudantes também se reúnem quinzenalmente, para que os pais sejam orientados a escutarem seus filhos. “É comum pais projetarem seus sonhos nos filhos. E isto pode interferir na escolha do jovem ou aumentar a angústia dele”, diz a psicopedagoga.
Para ajudar, Maria Beatriz organiza a Feira das Profissões, onde o jovem entra em contato com alunos e profissionais de diversas áreas, recebe orientação de redação nos vestibulares e assiste a palestras sobre os processos seletivos das universidades públicas e privadas paulistas. Realizado há 11 anos, o evento acontece entre o final de julho e o início de agosto, na Faculdade de Ciências e Letras.

Debates para o auto-conhecimento
Reunidos em grupos, os estudantes discutem assuntos relacionados ao momento de suas vidas – a escolha de uma profissão. Por meio de atividades que envolvem leitura e música, eles podem debater os temas que os afligem, segundo o psicólogo Paulo Motta, coordenador do trabalho de orientação do Centro de Pesquisa e Psicologia Aplicada (CPPA), câmpus de Assis.
“A maioria das dúvidas gira em torno da falta de conhecimento do mundo profissional e de si mesmo. Isso faz com que o jovem sinta dificuldade em optar por esse ou aquele caminho; por não conseguir identificar o que lhe proporciona mais prazer”, esclarece.
Os jovens podem procurar orientação também via MSN. Por meio do programa de conversa on-line, eles recebem o auxílio dos estagiários do curso de Psicologia, da Faculdade de Ciências e Letras. “No ano passado, atendemos a mais de 400 adolescentes prestes a decidir pela profissão e a três pais pela Internet”, destaca Motta.

A escolha por uma outra razão
Durante os encontros semanais, de duas horas cada, os pré-vestibulandos, reunidos em grupos de 10 a 12 pes­soas, refletem sobre como a escolha do curso e da profissão vai contribuir para o homem e mulher que eles querem ser. “Muitas vezes, o jovem toma sua decisão baseado no imediatismo, seja por aquela profissão estar na moda, seja por ela oferecer salários altos. Contudo, essa escolha pode não ser a mais adequada para ele. E isso pode acarretar sofrimento e adoecimento – tanto físico, quanto emocional”, explica a psicóloga Norma Garbulho, coordenadora do serviço de Orientação Profissional do Centro de Psicologia Aplicada (CPA), câmpus de Bauru.
Desde o ano passado, os pais dos alunos de alguns grupos também participam do processo de orientação. “Eles têm a oportunidade de rever as próprias escolhas e compreender mais conscientemente quais as expectativas, desejos e projetos que desenvolveram para seus filhos, além de refletir de que forma as suas ações podem estar determinando a decisão do jovem”, diz Norma.

Orientação Qualificada


Câmpus de Araraquara
Local: Centro de Pesquisas sobre a Infância e a Adolescência (Cenpe), da Faculdade de
Ciências e Letras.
Equipe: A psicopedagoga Maria Beatriz de Oliveira coordena psicólogos, pedagogos, assistentes sociais, doutorandos e mestrandos envolvidos em pesquisas de Orientação Profissional e Vocacional, além de alunos da graduação.
Duração: Cinco meses, encontros semanais com duas horas de duração, de abril a agosto de cada ano.
Como é: A orientação é organizada em grupos, e conta com 16 sessões coletivas semanais para os jovens, e quinzenais para os pais.
Inscrição: De 1o a 31 de março.
Rodovia Araraquara-Jaú, km 1
Fone: 16 3301-6200/6225

Câmpus de Assis
Local: Centro de Pesquisa e Psicologia Aplicada (CPPA), da Faculdade de Ciências e Letras.
Equipe: Coordenada pelo psicólogo Paulo Motta, orientação permanente oferecida pelos supervisores e estagiários dos departamentos do curso de Psicologia.
Duração: Cerca de 8 a 12 encontros semanais, para os atendimentos presenciais, que têm início em maio. Para atendimentos via MSN, consultar horários no site do câmpus – www.assis.unesp.br
Como é: O trabalho baseia-se em atividades em grupos com cerca de 12 componentes, que envolvem dramatizações, música e desenhos. E também no diálogo entre orientador e jovem.
Inscrição: De março a abril.
Av. Dom Antônio, 2100
Fone: 18 3302-5905 (Silvia)
MSN: orientacaovoc@hotmail.com

Câmpus de Bauru
Local: Centro de Psicologia Aplicada (CPA), da Faculdade de Ciências.
Equipe: A psicóloga Norma de Fátima Garbulho realiza a supervisão do trabalho de uma equipe de estagiários do curso de Psicologia.
Duração: Orientação permanente, de março a junho e de agosto a novembro. Pode ser em grupo, com de 12 a 15 encontros semanais de duas horas cada, ou individual, com 9 a 12 sessões, de uma hora semanal.
Como é: Na orientação, prevalecem a reflexão e as discussões em grupo, dramatizações, música e filmes, dinâmicas de grupo e outras atividades.
Inscrição: março e agosto.
Av. Eng. Luiz Edmundo Carrijo Coube, 1401
Fone: 14 3203-0562/ 3103-6090