Compromisso, ética e conhecimento constituem o eixo central que orienta o Serviço Social. Por isso, os profissionais da área devem estar preparados para contribuir na formulação e implementação de políticas sociais públicas, atuar diretamente no processo de organização e mobilização da sociedade civil e na luta pela efetivação dos direitos sociais, tendo em vista o desenvolvimento da cidadania.
O mercado de trabalho do assistente social se concentra, sobretudo, nas áreas da saúde, assistência social e previdência, onde o profissional desenvolve sua atuação por meio de atendimentos individualizados e familiares, trabalhos grupais e comunitários, visitas domiciliares e institucionais.
Os profissionais devem ter como referência a assistência social enquanto um direito de todo cidadão e dever do Estado, garantido na Constituição Federal e regulamentado na Lei Orgânica de Assistência Social, sancionada em 1993. Eles trabalham baseados nessa legislação, buscando a implementação da cidadania e a emancipação da população, mediante o reconhecimento, a garantia e a divulgação dos seus direitos. O exercício da profissão é fiscalizado pelo Conselho Regional de Serviço Social – CRESS.
A área de saúde é a maior empregadora de assistentes sociais no País, seja nas unidades básicas de saúde e nos ambulatórios de especialidades, seja nos hospitais. O assistente social pode atuar também nas seguintes áreas: educação (escolas e creches), habitação, judiciária (varas de justiça da criança e da família, de execuções penais e promotorias públicas), sistema penitenciário, recursos humanos, assessoria gerencial, organizações não governamentais (ONGs) e gestão e controle das políticas sociais, por meio de Conselhos de Saúde, Assistência Social (municipal, estadual e federal), Conselhos Tutelares e Conselhos de Direitos. Ele trabalha com crianças, adolescentes, jovens, idosos, famílias, pessoas portadoras de necessidades especiais e grupos específicos, como mulheres, negros, migrantes e sem-terra.
A maioria dos assistentes sociais é contratada pelo setor público estadual e municipal, mediante a realização de concursos ou processos seletivos. Existe também, hoje, uma quantidade significativa de profissionais que seguem a carreira da docência, devido, principalmente, ao aumento do número de faculdades de Serviço Social em todo o País, especialmente no Estado de São Paulo.

Na UNESP

Assistência sem assistencialismo

Oferecido na Faculdade de História, Direito e Serviço Social da UNESP, campus de Franca, o curso de Serviço Social segue um projeto pedagógico implantado em 2000, no qual, desde o primeiro ano, o aluno estuda disciplinas profissionalizantes, além das de fundamentação teórica. As matérias do curso são divididas em três núcleos básicos: fundamentos teórico-metodológicos da vida social, fundamentos da formação sócio-histórica da sociedade brasileira e fundamentos do trabalho profissional.
A partir desses núcleos, o currículo inclui disciplinas como Filosofia, Sociologia, Psicologia, Antropologia, Economia e História do Brasil, entre outras, sempre tendo como objetivo compreender o ser social e a vida em sociedade, conhecer as características históricas da sociedade brasileira e os elementos constitutivos do Serviço Social enquanto trabalho especializado.
Na área profissionalizante, o aluno estuda disciplinas que lhe dão uma visão geral de como é o Serviço Social e dos novos desafios que lhe são apresentados no exercício profissional. Recebe, ainda, noções de Direito e Legislação, Ética, Política Social, Gestão Social e Administração. O curso também prevê a participação dos alunos em estágios supervisionados em prefeituras, creches, asilos, hospitais empresas, e outras instituições, em Franca e municípios vizinhos. Eles podem, também, realizar estágios nos trabalhos de extensão universitária existentes na faculdade e em algumas unidades do próprio campus, como o Centro Jurídico Social, a Unamos, a Universidade da Terceira Idade e o Centro de Convivência Infantil.