
A formação do psicólogo vem se pautando, nos últimos anos, pelo compromisso social, caminhando cada vez mais para além dos espaços individuais de atendimento psicológico, direcionando também suas ações para a pesquisa e a intervenção na realidade social. Suas ações são direcionadas para a pesquisa e a intervenção nas relações com a própria subjetividade, tomando como ponto de partida a pessoa inserida na realidade social.
Nesse sentido, o profissional da área tem atuado não somente nos consultórios, mas ocupado também posições significativas nas ações voltadas à saúde mental e à saúde coletiva, em instituições educacionais, hospitalares, prisionais e judiciárias, em organizações não-governamentais (ONGs) e em projetos de inclusão social.
Durante o curso, os alunos conhecem as diferentes concepções sobre o ser humano e a forma como ele vive, pensa, sente, se comporta e sofre. A Psicologia, portanto, tem assumido a responsabilidade de ocupar novos campos de atuação, diversificando sua inserção e interlocução com outras áreas do conhecimento. Dessa maneira, o profissional vem reafirmando o seu papel transformador.
Diversas teorias dão suporte a esse conhecimento: psicanálise, behaviorismo, análise do comportamento, psicologia histórico-cultural, teoria sistêmica, psicologia fenomenológica, entre outras, são temas de estudo e debate no curso. Cada uma supõe uma forma específica de compreender o comportamento humano em sua relação com a sociedade.
Essa complexidade da formação acadêmica do psicólogo exige muita dedicação ao longo do curso. Muitos alunos, por isso, participam de grupos de estudo extraclasse e projetos de pesquisa e extensão universitária, para complementar os conteúdos das aulas.
Estágios, seminários e outros eventos científicos possibilitam conhecer novos referenciais e se aprofundar naqueles com os quais se tem maior afinidade. O gosto pela leitura e o contato com uma bibliografia consistente, específica da área ou não, também criam uma importante base para a carreira de professor, pesquisador ou psicólogo.
O profissional psicólogo pode intervir e pesquisar em diversas áreas, como Psicologia Educacional, Psicologia da Educação, Organizacional e do Trabalho, Clínica, Social e Comunitária, do Trânsito, do Esporte, Jurídica, Orientação Profissional, Sexualidade Humana e Hospitalar. Os setores emergentes, que buscam atender às necessidades sociais e à produção de novos conhecimentos, são a Psicologia Hospitalar, a Psicologia Social e Comunitária e a Psicologia Judiciária.
| Na
UNESP |
Estágio supervisionado é fundamental
|
Os cursos de Psicologia oferecidos pela UNESP na Faculdade de Ciências e Letras (FCL) do campus de Assis e na Faculdade de Ciências, em Bauru, têm habilitações em Formação de Psicólogos, e o padrão é generalista, ou seja, sem predominância de uma abordagem teórica ou de uma área de atuação específica. A unidade de Assis também oferece o bacharelado.
Essa formação possibilita que o profissional atue nas áreas: Psicologia Escolar, Organizacional e do Trabalho, Clínica, Social e Comunitária, do Trânsito, do Esporte, Jurídica/Judiciária, Orientação Profissional, Sexualidade Humana, Hospitalar, pesquisa e docência, etc.
Os primeiros anos do curso de Formação de Psicólogos são voltados às abordagens teóricas, e os últimos incluem a formação prática (estágios curriculares) – que possibilita ao aluno a oportunidade de desenvolver atividades de pesquisa e de serviços de atendimento à comunidade. O estágio supervisionado é obrigatório.
O campus de Bauru possui uma clínica-escola, o Centro de Psicologia Aplicada. Outra característica é o amplo número de projetos de extensão realizados diretamente com a comunidade. No momento, o curso de Bauru está passando por uma reestruturação do Projeto Pedagógico. O campus de Assis conta com o Centro de Pesquisa e Psicologia Aplicada.
|

|