Ao contrário do que defendia até recentemente uma corrente de estudiosos, a História não é uma lista inerte de datas ou a crônica edulcorada dos feitos de grandes personalidades do passado. A visão moderna da História é a de uma ciência dinâmica, que colabora para a compreensão da pluralidade das experiências no tempo e no espaço.
O campo do conhecimento histórico abrange uma gama extremamente variada de aspectos da vida humana e das sociedades no passado e no tempo presente, como a economia, as relações de poder, os conflitos sociais, as crenças religiosas, as relações familiares, as manifestações da cultura, o cotidiano das elites e das pessoas comuns, enfim, uma inumerável gama de possibilidades.
O candidato que seguir essa carreira deve, portanto, ser um curioso contumaz. Em primeiro lugar, deve gostar de ler, e não apenas sobre a história. Deve, ainda, manter sempre uma postura crítica diante da vida social e cultural, das artes e da ciência. A pessoa precisa ser intelectualmente inquieta, mas com uma formação básica capaz de possibilitar um direcionamento intelectual para esse movimento interior. Além de gostar de ler e escrever, o candidato deve se interessar por política, economia e cultura. O domínio de pelo menos uma língua estrangeira é muito desejável.
Quem se enquadrar nesse perfil e estiver bem preparado tem grandes chances de se colocar rapidamente no mercado de trabalho, cuja principal atividade centra-se nas atividades de docência, primeiro no ensino fundamental e médio e depois, conforme se avança nos estudos de pós-graduação, abrem-se possibilidades de atuação no ensino superior e no desenvolvimento de pesquisas.
A especialização dependerá das inclinações do historiador, que poderá se especializar, por exemplo, nos vários períodos da História do Brasil ou da América. Existem, ainda, estudos de temáticas específicas, como História da Cultura, História Econômica, História Diplomática e História da Educação, entre outras.
Para aumentar as chances de emprego, o candidato deve prosseguir seus estudos em nível de pós-graduação – especialização, mestrado e doutorado. Na área de História têm crescido significativamente as oportunidades de especialização. O historiador pode, além de ser professor, dedicar-se à organização e manutenção de arquivos, públicos ou privados, e trabalhar em museus, por exemplo. Há significativa demanda por especialistas nessa área, que poderão trabalhar em revistas, jornais, museus, arquivos de prefeituras e de empresas.

Na UNESP

Cursos de Franca e de Rio Claro estão entre os melhores do Brasil

Os dois cursos de História oferecidos pela UNESP, bastante qualificados, estão entre os melhores do Brasil. O da Faculdade de Ciências e Letras do campus de Assis tem uma característica marcante: a formação do professor não está dissociada da do pesquisador.
Assim, há um grande incentivo para que o estudante se engaje em pesquisas de iniciação científica, institucionais ou não. Para tanto, o curso conta com o Centro de Documentação e Apoio à Pesquisa, que possui um valioso acervo, com documentos da região, coleção de revistas nacionais e microfilmes de jornais de âmbito nacional.
O curso do campus de Franca, por sua vez, oferece aos alunos possibilidades de desenvolvimento na área de pesquisa por meio do Centro de Documentação, com excelente infra-estrutura. Também muito bem estruturada é a sua biblioteca, uma das melhores do Interior de São Paulo. De olho no futuro profissional do estudante, mantém convênios com o Arquivo e o Museu Histórico do Município de Franca. Outra grande vantagem do curso: ele forma, simultaneamente, o bacharel e o licenciado.