
Desde que Alexander von Humboldt e Carl Ritter estabeleceram os princípios da Geografia moderna, no século XIX, muita coisa mudou. Principalmente nos últimos anos, com os satélites, a globalização e a internet, a Geografia passou por grandes avanços. Ela não se limita mais a estudar os aspectos físicos e humanos do mundo, a partir das descrições de rios, lagos, oceanos, montanhas, populações e economias, de modo separado. Hoje, essa ciência analisa o espaço geográfico de modo integrado, enfocando os aspectos sociais e ambientais, investigando desde a atmosfera até o subsolo, incluindo as pessoas que habitam esses ambientes e suas relações sociais e econômicas.
A Geografia é uma ciência dotada de amplo campo de conhecimento, dividido basicamente em três grandes áreas: ambiental, humana e representação espacial. Na primeira, há especializações em Climatologia, Geomorfologia, Biogeografia, Gestão Hídrica e Gestão de Recursos Naturais. Na área de representação espacial, há especializações em Cartografia e Geoprocessamento (utilizando, basicamente, imagens de satélites e fotografias aéreas). Por último, na área humana, destacam-se o Planejamento Regional e Urbano, a Geografia Econômica e a Geografia Rural, além de novas abordagens, como a Geografia Cultural, a Geografia do Turismo e a Geografia da Saúde, entre outras.
Devido a esse vasto campo de atuação, um bom geógrafo é aquele que tem gosto pela leitura e pelo estudo, sendo imprescindível a criatividade. O geógrafo é um profissional que pode contribuir bastante com a minimização dos impactos socioambientais na atualidade.
O mercado de trabalho apresenta várias oportunidades, mas exige do profissional formação sólida e domínio das ferramentas de trabalho. O formado deverá buscar constante aprimoramento e atualização com o conhecimento geográfico. A capacitação profissional deve ser compreendida como um processo permanente.
O futuro local de atuação do geógrafo vai depender da opção que ele fizer na graduação – licenciatura ou bacharelado. No primeiro caso, poderá trabalhar em escolas de ensino fundamental e médio e em faculdades ou universidades. Se a opção for pelo bacharelado, poderá atuar em universidades, empresas e instituições públicas (IBGE, prefeituras, Secretaria do Meio Ambiente, etc.) e privadas.
| Na
UNESP |
Alternativas em três campi
|
Ourinhos – O curso oferece aulas em laboratórios de Cartografia, Geoprocessamento, Climatologia, Geologia/Pedologia e Informática. É enfatizada a realização de trabalhos de campo multidisciplinares, em que o aluno pode integrar as várias disciplinas do curso. Os estudantes são incentivados, também, a participar de projetos de iniciação científica, de extensão e na realização de estágios. Além disso, devem elaborar uma monografia no bacharelado.
Presidente Prudente – Na Faculdade de Ciências e Tecnologia, o curso oferece laboratórios didáticos e de informática e trabalhos de campo, com viagens de curta e média duração. Há estágios de docência, para licenciatura, e com elaboração de monografia, para bacharelado.
Rio Claro – Além de aulas práticas em laboratórios, biblioteca e trabalhos de campo, os alunos contam, no curso do IGCE, com dois grandes centros de pesquisa – o Centro de Análise e Planejamento Ambiental (Ceapla) e o Centro de Estudos Ambientais (CEA). Com isso, podem desenvolver pesquisas e participar de projetos em andamento. O curso de bacharelado oferece três possibilidades de formação: ênfase em Análise Ambiental e Geoprocessamento; ênfase em Análise Socioespacial e Planejamento Territorial; e bacharelado regular (sem ênfase).
|

|