Compreender o movimento do corpo humano. Este é, em resumo, o objetivo fundamental do fisioterapeuta, que atuará, ao longo de sua carreira, na prevenção, cura ou reabilitação da capacidade física das pessoas, em qualquer idade. Intrínseca a seu trabalho está, também, a busca pela qualidade de vida e auto-estima dos pacientes, outra preocupação sempre presente no dia-a-dia desse profissional.
A Fisioterapia exige, portanto, conhecimentos não apenas das Ciências Biológicas, área de origem da profissão, mas também das Humanidades. O fisioterapeuta é um dos poucos profissionais de uma equipe da área de Saúde que trabalha praticamente todos os dias com o paciente. Por isso, tem mais facilidade em identificar suas necessidades físicas e também emocionais.
Um fator de extrema importância para a profissão, regulamentada no País em 1969 e que experimenta um acelerado crescimento a partir da década de 1980, é a necessidade de um constante aprendizado. A educação continuada é fundamental para o fisioterapeuta. A aparelhagem utilizada no trabalho e as terapias manuais evoluem constantemente, e sem atualização o profissional fica rapidamente defasado.
Na esteira do crescimento do interesse pelos esportes, com o conseqüente aumento do número de academias em todo o País, também a Fisioterapia vive um excelente momento, em termos de mercado de trabalho. A lista de oportunidades é extensa e inclui centros de reabilitação, asilos, escolas, clubes esportivos, clínicas de estética e empresas.
Por outro lado, também as grades curriculares das universidades tiveram que ser revistas. Na UNESP, o foco tem sido na formação ampla e generalista, buscando o perfil ideal que esse profissional deve ter. Tem-se contemplado não apenas a orientação e a supervisão de intervenções fisioterapêuticas, como o tratamento de lesões por esforços repetitivos (LER) e a atuação em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), mas também a participação em projetos de pesquisa nas áreas da Saúde e da Educação.
O fisioterapeuta pode atuar ainda em diversas especialidades médicas, como a cardiologia, a geriatria, a medicina desportiva, a neurologia, a ortopedia e a medicina do trabalho. No tratamento e prevenção, ele utiliza, principalmente, recursos físicos e naturais, como a água, o calor e o frio, e técnicas como a termoterapia e a hidroterapia.
Dentro de uma perspectiva mais social das atividades fisioterápicas, há outro campo de atuação: o Programa de Saúde da Família, do governo federal, em que é desenvolvido um trabalho preventivo. Neste serviço, o fisioterapeuta tem sua prática assistencial centrada na família. Busca-se garantir eqüidade no acesso à saúde, avançando na superação das desigualdades.

Na UNESP

Aprendizado com estágios profissionais

O currículo dos dois cursos de Fisioterapia oferecidos pela UNESP, nos campi de Presidente Prudente (Faculdade de Ciências e Tecnologia – FCT) e Marília (Faculdade de Filosofia e Ciências – FFC), tem base nas novas Diretrizes Curriculares para a carreira, com seus conteúdos distribuídos entre as áreas de Biológicas e Humanidades, além de conhecimentos específicos indispensáveis à profissão.
São seis linhas específicas: Ciências Biológicas e da Saúde; Ciências Sociais e Humanas; Conhecimentos Biotecnológicos; Conhecimentos Fisioterapêuticos; estágios profissionais supervisionados; e iniciação científica.
Na FCT, o curso passou a ser oferecido em 1980. Lá, o aluno faz estágio nas diversas áreas clínicas. Em algumas delas (como hospital geral e geriatria), o trabalho em equipe multiprofissional é constante e os alunos vêem o paciente como um todo, o que lhes dá condições para avaliar com segurança a sua recuperação física e psicossocial. O curso da FFC, por sua vez, foi criado em 2003.