
Um dos ramos mais promissores da Física, a Física Médica trabalha com conceitos e técnicas básicas e específicas de física, biologia e medicina. Atua por meio de modelos, agentes e métodos físicos na prevenção, diagnóstico, tratamento de doenças e desenvolvimento de métodos voltados para ensaios biomédicos. Também aplica os fundamentos de várias técnicas terapêuticas, proporcionando novas tecnologias e estabelecendo critérios de utilização dos agentes físicos na área de saúde. O mercado de trabalho está francamente favorável ao físico médico. Estima-se que o País necessite, hoje, de pelo menos 1.800 físicos médicos, considerando como parâmetro os países desenvolvidos.
Essa demanda é compreensível. O físico médico participa, em conjunto com outros profissionais, na elaboração das bases de medida das variáveis biomédicas, como calibração de equipamentos, medições de controle de proteção radiológica e controle de qualidade nos equipamentos físicos empregados na área da saúde e afins.
A Física Médica tem como campo de atuação, principalmente, as áreas de radiologia diagnóstica e intervencionista, medicina nuclear, radioterapia, radiocirurgia, proteção radiológica, metrologia das radiações, biomagnetismo, radiobiologia, processamento de sinais e imagens biomédicas, clínicas e epidemiológicas.
O físico médico pode atuar em dois ramos: na pesquisa, como professor de instituição de ensino superior ou como pesquisador de centros e instituições, gerando novos conhecimentos e métodos para serem utilizados em diagnóstico, tratamento e processos relacionados à área médica; e na área profissional, trabalhando em centros médicos (clínicas e hospitais), onde atua lado a lado com outros profissionais da área de saúde, em empresas de venda de equipamentos médico-hospitalares.
Pode trabalhar também em firmas especializadas no controle de qualidade de equipamentos de alto teor tecnológico, em projetos de controle de radiação (transporte de material radioativo, cálculo de barreira/proteção radiológica), em institutos controladores e reguladores de radiação ionizante, em órgãos de vigilância sanitária e na indústria de equipamentos de
diagnóstico e terapia. Existe ainda a possibilidade de ministrar cursos de formação de pessoal técnico qualificado (técnico em radiodiagnóstico e radioterapia).
O físico médico é indispensável no desenvolvimento, controle e emprego de equipamentos como tomógrafos, ressonância magnética nuclear, cintilografia, e em técnicas que empregam laser, podendo atuar ainda em planejamento radioterápico ou na proteção radiológica de trabalhadores da área de saúde. Ele é capacitado a avaliar, por exemplo, a eficiência de blindagens em setores de raios X e, se fizer mestrado e doutorado, a trabalhar em universidades e centros de pesquisa.
Como o físico médico trabalha sempre com a interdisciplinaridade de áreas, necessita de conhecimentos sólidos em física, matemática, informática, química e nas áreas biológicas, principalmente anatomia, biologia celular e tecidual, farmacologia e fisiologia, entre outras disciplinas.
| Na
UNESP |
A um passo do mercado
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O curso de Física Médica da UNESP é oferecido no Instituto de Biociências (foto), campus de Botucatu, onde o aluno tem aulas teóricas e práticas nas áreas de Física, Biofísica, Fisiologia, Farmacologia, Anatomia, Morfologia, Química, Matemática e Educação. O estudante também utiliza as amplas estruturas do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina (FM), que conta com excelentes equipamentos de diagnóstico por imagem, medicina nuclear e radioterapia.
O último semestre do curso está voltado para estágio curricular, enfocando uma sólida formação teórico/prática, visando a formação de qualidade e vivência nas principais áreas de atuação profissional. A região de Botucatu possui vários centros médicos e apresenta excelente potencial para a inserção profissional do físico médico. A UNESP conta ainda com diversos convênios com instituições públicas ou privadas da área de saúde e higiene das radiações.
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