
Se é que se pode precisar a origem da Filosofia, ela teve início em algum momento da Antigüidade. Nasceu, por definição, como "amor à sabedoria" – e é dessa forma que ainda hoje pode ser caracterizada. O "amor" de que se fala aqui tem o sentido pleno de dedicação e respeito, e "sabedoria", o de um saber que o homem desenvolve a respeito de si mesmo, desprovido de preconceitos e dogmas.
A fonte do filosofar é, portanto, e antes de mais nada, o "conhece-te a ti mesmo". Em outras palavras, é a consciência que o homem adquire de sua racionalidade e de sua liberdade, da sociedade e
da natureza, do tempo e da eternidade. Conhecer a história da Filosofia é um dos parâmetros que permitem o diálogo franco e aberto, porém respeitoso, que o admirador estabelece com os grandes sistemas filosóficos.
Dedicar-se ao estudo da Filosofia, assim, não é outra coisa que mergulhar na obra dos grandes filósofos, de preferência diretamente na "fonte", mas também com o auxílio de bons comentadores e professores. Como a Filosofia não se dissocia de seu tempo, estudar a obra de um filósofo é também conhecer o tempo, histórico e cultural, com o qual ele dialogava e que, no limite, possibilitou o seu trabalho.
As pessoas que se interessam por Filosofia têm uma cultura ampla, já que as abstrações filosóficas se vinculam direta ou indiretamente à história, às produções artísticas, aos problemas religiosos e à questão política.
De certa maneira, quase todos os conhecimentos humanos têm origem na Filosofia. Muitos se tornaram autônomos, como a física, a biologia e as ciências sociais. Algumas áreas, contudo, permanecem estreitamente vinculadas à Filosofia, como Ética e Filosofia Política, Teoria das Ciências Humanas, Estética e Filosofia da Arte, Lógica, Teoria do Conhecimento e Filosofia da Ciência.
O perfil que se espera do estudante de Filosofia é o interesse por assuntos abstratos e o gosto de refletir sobre diferentes respostas à mesma indagação teórica. O campo de atuação do filósofo é múltiplo, e sua presença é bem-vinda no apoio à formação de algumas áreas, na universidade, pesquisando e eventualmente dialogando com outras áreas, ou, no ciclo médio, educando a juventude.
O ensino de Filosofia é obrigatório no ensino médio e há enorme carência de licenciados para lecionar. No ciclo superior, muitas universidades também precisam de bacharéis, mestres e doutores em Filosofia. Um campo de trabalho emergente é o de cursos complementares, na forma de conferências. Redigir livros didáticos, paradidáticos e artigos especializados também é atividade profissional desempenhada com proveito por bacharéis e licenciados em Filosofia.
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UNESP |
Tutoria é um dos diferenciais
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O curso de Filosofia da Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) do campus de Marília tem duração de quatro anos. Oferece o bacharelado, para quem pretende se dedicar à pesquisa, e a licenciatura, para quem vai lecionar no ciclo médio. A opção é feita no final do segundo ano. É possível optar pelos dois diplomas, mas isso exige a permanência por mais um ano na escola.
Um diferencial do curso é a disciplina Tutoria, que busca desenvolver a capacidade de estudo e de leitura dos estudantes, promovendo encontros dos alunos com um professor, o tutor. Cabe ao tutor conhecer de perto seus alunos, sugerir leituras e corrigir, com o estudante, seus próprios trabalhos. Outro diferencial da FFC é a tradição de estudos em filosofia da mente e ciência cognitiva, ausente na maioria dos outros cursos.
Para quem pretende continuar seus estudos na pós-graduação, o Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UNESP se subdivide em duas áreas: uma, de vocação interdisciplinar, vinculada à ciência cognitiva; e outra, mais voltada à história da Filosofia e a seus campos temáticos, como ética e filosofia política, estética e filosofia da arte, filosofia moderna e filosofia contemporânea. Também são organizados, regularmente, encontros científicos que contam com a participação de pesquisadores de universidades brasileiras e do Exterior, a saber, o Colóquio de Filosofia e Teoria das Ciências Humanas, já em sua vigésima nona edição, e o Colóquio de História da Filosofia, entre outros.
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