É lugar comum associar-se a Estatística apenas a grandes e enfadonhas quantidades de dados numéricos, tabelas e gráficos, com os quais se procura mostrar a veracidade de algum fato. Realmente, estes são os instrumentos básicos desta ciência, mas não os únicos. A Estatística é, hoje, uma ciência dinâmica que agrega uma série de métodos de coleta, análise, interpretação e apresentação de conjuntos de dados numéricos. Com freqüência cada vez maior, os processos de decisão se valem dos serviços de análise e interpretação de dados, dependendo sempre da utilização adequada da Estatística.
A diversidade de atuação é um dos grandes atrativos da Estatística, e o profissional pode atuar em quase todas as áreas do saber – das ciências naturais às sociais. Ele trabalha na contagem de populações; em indústrias, promovendo o desenvolvimento de novos produtos; no controle de qualidade e pesquisa de mercado; no mercado financeiro (bancos, bolsa de valores, cartões de crédito e seguradoras), fazendo aplicações financeiras e perfil de clientes; em hospitais e instituições de pesquisa, determinando, por exemplo, os fatores de risco de doenças; e em instituições públicas que lidam com coleta, análise e processamento de dados.
O mercado de trabalho é vasto e se distribui por vários setores. As áreas que mais têm contratado estatísticos são a financeira (grandes empresas de cartões de crédito e bancos), a de pesquisa de mercado e as instituições ligadas à saúde, como hospitais e institutos de pesquisa. Outras oportunidades de trabalho estão no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), onde o estatístico analisa e interpreta os dados coletados em pesquisas, na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e nos Ministérios do governo federal. As universidades também têm contratado bastante, mas, nesse caso, há exigência de mestrado e doutorado.
Como o seu trabalho exige a interação com outros profissionais – médicos, engenheiros, economistas, cientistas políticos ou publicitários –, o estatístico deve ter ampla cultura científica. Capacidade de análise, raciocínio lógico, senso crítico, habilidade para trabalhar em equipe, curiosidade pelo conhecimento novo, postura ética, boa capacidade de expressão oral e escrita, domínio de língua estrangeira e visão crítica para analisar novos conhecimentos e tecnologias também são características desejáveis.

Na UNESP

Professores orientam e supervisionam atividades práticas

O curso de Estatística da UNESP é oferecido na Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT), campus de Presidente Prudente. Nos dois primeiros anos, o currículo é formado basicamente por disciplinas das áreas de Matemática e Informática. Depois, o aluno começa a ser preparado para o efetivo exercício da profissão, aprendendo as matérias específicas, como Amostragem, Análise Estatística e Inferência Estatística.
O curso oferece, além das aulas tradicionais, disciplinas aplicadas, ministradas no Laboratório de Informática, onde também são desenvolvidos os projetos de pesquisa e realizada a consultoria estatística pelos alunos, sob supervisão de professores. Os estudantes são estimulados a manter atividades complementares, como a participação em encontros estudantis e profissionais, congressos e reuniões científicas, e atuação em Laboratórios de Estatística Aplicada.
No decorrer do curso, o aluno poderá pleitear bolsas de estudo, desenvolvendo pesquisas de iniciação científica, financiadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e projetos de extensão, como o Programa de Apoio ao Estudante, financiado pela Pró-Reitoria de Extensão Universitária da UNESP.
O estágio, obrigatório, é realizado durante o quarto ano, em empresas privadas ou públicas da região, supervisionado por um profissional da empresa e orientado por
um professor da Universidade. Tem o objetivo de articular a formação teórica e a prática profissional, de modo a qualificar o aluno para o desempenho competente e ético das tarefas específicas da profissão.