
A história da Engenharia Elétrica é mais antiga do que habitualmente se imagina. Pode-se dizer, com certa liberdade, que ela data de 1752, quando Benjamin Franklin (1706-1790) inventou o pára-raios, dando início ao aproveitamento da eletricidade pelo homem. Desde então, essa área evolui como poucas.
Quase dois séculos depois da invenção de Franklin, surgiu a Eletrônica, em 1940, trazendo as válvulas eletrônicas a diodo e, depois, os transistores da década de 1950. Foi o ponto de partida para a era da tecnologia dos semicondutores e dos computadores. Hoje, a Engenharia Elétrica está presente, praticamente, na fabricação de todo produto manufaturado e dos que envolvem alta tecnologia, como satélites, aeronaves e produtos utilizados na automação industrial.
Na verdade, esta ciência se subdivide em várias áreas, como Eletrotécnica (Sistemas de Potência), Controle, Automação, Eletrônica, Microeletrônica, Telecomunicações, etc. O campo de atuação de um engenheiro eletricista é bastante amplo. Ele pode desenvolver atividades nas áreas de sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, telefonia, antenas e propagação, controle e automação, instrumentação, sistemas eletrônicos analógicos e digitais e projeto de circuitos integrados, para citar apenas algumas.
O mercado de trabalho do engenheiro eletricista também é muito diversificado. Ele pode atuar em empresas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica ou no ramo de telecomunicações, construção civil, automação, informática e outros. Atualmente, o profissional com formação em Engenharia Elétrica pode encontrar trabalho não apenas em instituições privadas mas também em órgãos governamentais, como agências reguladoras, secretarias, ministérios e autarquias em geral.
A julgar pelas notícias recebidas de formandos da UNESP, o mercado de trabalho está bem aquecido. As maiores oportunidades estão nas grandes e médias empresas multinacionais e em algumas nacionais. São crescentes também as possibilidades nas pequenas empresas nacionais que estão se modernizando para competir no mundo globalizado.
Mas o engenheiro eletricista também pode seguir a carreira científica, atuando em centros de pesquisa e em universidades. Como em qualquer outra área de atuação, a preocupação com o ser humano e o meio ambiente é algo indispensável ao engenheiro formado nos dias de hoje.
| Na
UNESP |
Três caminhos para uma sólida formação |
Todos os alunos dos cursos de Engenharia Elétrica oferecidos na UNESP têm de fazer estágio no último período, preferencialmente em empresas do setor de energia elétrica, eletroeletrônica, informática, automação ou telecomunicações.
Bauru – O curso oferece bons laboratórios e bibliotecas atualizadas. Os investimentos na ampliação e melhoria dessas instalações são constantes. Na maioria das disciplinas, o aluno tem de desenvolver aplicações em laboratórios ou simulações em computador. A estrutura curricular recentemente implantada está em consonância com as expectativas do mercado e contempla uma moderna formação, oferecendo ao aluno sólidos conhecimentos em todas as áreas da Engenharia Elétrica. Ao final do curso, ele tem a possibilidade de escolher disciplinas optativas nas áreas de Sistemas de Energia, Eletrônica, Acionamentos e Controle, Informática Industrial e Telecomunicações.
Guaratinguetá – Oferece facilidades para que o aluno possa fazer intercâmbios internacionais (e realizar parte das disciplinas fora do Brasil, por exemplo) e trabalhos de iniciação científica, com bolsas. Como a faculdade encontra-se em região bastante industrializada, entre o Rio de Janeiro e São Paulo, o estudante encontra facilidade para a realização de estágios. O currículo é voltado para a formação de profissionais generalistas, que possam atuar nas áreas de Eletrotécnica e Eletrônica. Além dessas, o curso oferece ao aluno a possibilidade de estudos aprofundados em Computação Aplicada e Telecomunicações.
Ilha Solteira – O curso é baseado em aulas teóricas, práticas (laboratórios), estágios e iniciação científica (pesquisa). Os alunos têm uma carga horária de laboratório bastante elevada em disciplinas importantes, como Circuitos Elétricos, Eletrônica, Instrumentação e Microprocessadores. Visitam regularmente empresas na área de engenharia elétrica e participam de eventos com cursos extra-curriculares, palestras técnicas e reuniões científicas. O curso possui o PET (Programa de Educação Tutorial), que é financiado pelo MEC e traz benefícios aos participantes e à comunidade acadêmica.
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