
O engenheiro ambiental atua na preservação da qualidade da água, do ar e do solo a partir do diagnóstico, manejo, controle e recuperação de ambientes urbanos e rurais. As funções do profissional da área incluem investigação, avaliação, adaptação e implantação de sistemas de produção ambientalmente viáveis, a recuperação de áreas degradadas e a diminuição e o monitoramento dos processos e atividades causadores de impactos ambientais. É ele, também, que prepara empresas e organizações para receber licenças ambientais de funcionamento.
O engenheiro ambiental pode, ainda, elaborar propostas alternativas para o tratamento de poluentes e para a utilização racional de recursos naturais. Esse profissional atua também para viabilizar a obtenção do certificado ambiental para a área de produtos e serviços, a ISO 14.000.
O mercado de trabalho do engenheiro ambiental é bastante promissor. A formação multidisciplinar é essencial. Como o currículo tem disciplinas de Exatas e Biológicas, ele está capacitado a participar de todas as etapas necessárias à resolução ou minimização de problemas ambientais.
O profissional da área pode diagnosticar problemas, propor soluções, participar da elaboração de projetos ambientais e acompanhar a implantação e o funcionamento dos sistemas e equipamentos destinados à minimização das dificuldades no setor. O mercado procura engenheiros ambientais que busquem justamente introduzir fatores de equilíbrio ambiental. Isso ocorre em obras civis, no desenvolvimento de processos industriais e no planejamento de áreas urbanas e rurais.
Embora o Brasil tenha imenso potencial e grandes desafios para a implantação de projetos de infra-estrutura e agroindústrias em regiões menos desenvolvidas, as melhores oportunidades de emprego ainda estão concentradas nas cidades mais industrializadas das Regiões Sudeste e Sul.
As principais chances ocorrem em centros de pesquisa, órgãos executores de gerenciamento e controle ambiental, organizações não-governamentais (ONGs), agências reguladoras de água, energia elétrica e vigilância sanitária, universidades e indústrias das mais variadas atividades. Empresas de consultoria privada e instituições encarregadas da definição de políticas públicas ambientais também são potenciais empregadores.
De modo geral, o que o mercado busca, além de competência técnica, são pessoas criativas, curiosas, com boa cultura humanista, habilidade para comunicar
idéias e rapidez de raciocínio. Como o engenheiro ambiental vem sendo cada vez mais solicitado, características pessoais dentro do perfil desejado podem facilitar uma rápida inserção no mercado de trabalho.
A Engenharia Ambiental, ao contrário de outras profissões na área de meio ambiente – Ecologia, por exemplo –, é regulamentada no Brasil desde 2000, pela Resolução 447 do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia.
| Na
UNESP |
Presidente Prudente, Rio Claro e Sorocaba |
O curso de Engenharia Ambiental é oferecido em Presidente Prudente, Rio Claro e Sorocaba. Na Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT), campus de Presidente Prudente, a grade curricular é voltada, principalmente, para problemas ambientais relacionados aos recursos hídricos.
No Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE), de Rio Claro, a grade curricular ocupa-se da formação de profissionais com domínio sobre os processos físicos e biológicos envolvidos nas transformações sofridas pela natureza.
A unidade de Sorocaba, por sua vez, enfatiza a formação de profissionais preparados para compor equipes multidisciplinares e que atuem na área de tecnologia de sistemas ambientais.
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