
Para algumas pessoas, o estereótipo talvez ainda persista. Mas vai longe o tempo em que o Brasil era apenas "o País do futebol". Hoje, atletas brasileiros se destacam em muitas outras modalidades, como o tênis, o vôlei, o vôlei de praia e o judô – para citar apenas as mais notórias. E, mesmo entre os não-atletas, é cada vez maior o interesse por esportes e pelo próprio corpo. Basta ver a proliferação de academias de ginástica por todo o País.
É esse mercado, em franca expansão, que os formados em Educação Física encontram ao sair da faculdade. Em 2003, o mercado da atividade física no Brasil movimentou mais de R$ 2 bilhões em negócios. Só no Estado de São Paulo, há mais de 15 mil academias.
No Brasil, existem 1,5 milhão de freqüentadores de academias e 3,5 milhões de adeptos de caminhadas e exercícios em casa. A valorização de uma vida mais saudável, da estética e do espetáculo esportivo levou a esse aumento da demanda por profissionais da Educação Física para além do âmbito escolar. Pode-se dizer que esse profissional atua em cinco campos: educação, saúde, esporte, lazer e empresas.
Embora os salários, de maneira geral, estejam um pouco abaixo dos praticados no mercado, os governos (municipal, estadual e federal) oferecem maior estabilidade profissional com as atividades de docência, gestão, organização e administração esportiva. No âmbito privado, estão em ascensão as academias, clínicas, acampamentos e clubes. Mas o profissional de Educação Física pode atuar ainda em vários outros lugares. Há boas oportunidades, também, em empresas, hotéis, hospitais, postos de saúde e personal training.
Para construir uma carreira sólida, é importante que o formado em Educação Física goste não apenas de praticar esportes, mas também de ensinar. Em grande medida, ele atuará como professor.
Por isso, ele precisa gostar de dar aulas e de lidar com pessoas. O perfil desejável desse profissional reúne ainda características como o interesse por conhecimentos ligados a manifestações físicas, psicológicas e socioculturais.
Um bom profissional de Educação Física não pode se limitar à formação recebida na faculdade. Ao contrário, depois de formado ele deve aprimorar seus conhecimentos realizando cursos de pós-graduação e participando de grupos de pesquisa, congressos, estágios e cursos de extensão.
As escolas, públicas e particulares, continuam apresentando uma grande demanda por professores de Educação Física, isso implica a necessidade de formação de profissionais competentes que possam atuar com seriedade e compromisso em prol do ensino de boa qualidade com vistas a formar alunos críticos no que se refere à cultura corporal de movimento.
| Na
UNESP |
Formação aliada à pesquisa desde o início |
Bauru – O curso da Faculdade de
Ciências caracteriza-se pela formação do licenciado em Educação Física, voltando-se especificamente para o ambiente escolar. Conta com laboratórios de pesquisa e projetos de extensão, que permitem aos alunos produzir conhecimentos e vivenciar situações profissionais, supervisionados por professores. Para o curso de Bauru, vale destacar que os alunos que ingressam no período noturno devem realizar seus estágios no período diurno, em função das aulas de Educação Física, na educação básica brasileira, não serem comuns à noite.
Presidente Prudente – O curso da Faculdade de Ciências e Tecnologia oferece várias possibilidades de estágios em projetos de extensão: em escolinhas de iniciação desportiva, em laboratórios de avaliação e prescrição de exercícios, em programas de atividade física destinados a crianças e adolescentes obesos, em grupos de estudos em diversas áreas relacionadas a educação física e esportes, e em laboratórios de atendimento a pessoas com necessidades especiais, entre outros. O aluno pode participar, também, de atividades de pesquisa. Conta com uma pista de atletismo das mais modernas do Brasil.
Rio Claro – Além de contar com laboratórios e instalações modernas, os alunos do curso oferecido no Instituto de Biociências são incentivados a realizar pesquisas, para incorporá-las à sua formação e entender a produção do conhecimento. Eles têm, também, a oportunidade de desenvolver projetos de extensão e de participar de eventos científicos.
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