
Em 2006, o curso de graduação em Ecologia oferecido pela UNESP completou 30 anos. Pioneiro no País, foi implantado em 1976, no Instituto de Biociências (IB) do campus de Rio Claro, e, nessas três décadas, acompanhou o crescente interesse nacional pelas questões ambientais. O curso forma ecólogos, profissionais com habilidades de fundamental importância para o século XXI, como a capacidade de avaliar impactos da ação humana na natureza e dar orientação para o manejo de ecossistemas e para a conservação da biodiversidade.
O campo de atuação do ecólogo, nesse período, cresceu muito como resultado natural da evolução do conhecimento científico nessa área, que, por um lado, tornou evidente a urgência na busca de soluções para os problemas ambientais e, por outro, gerou métodos e técnicas de controle dos efeitos das ações humanas sobre o ambiente.
A realização da ECO 92 no Rio de Janeiro também teve seu papel na divulgação da Ecologia como ciência e em despertar os diferentes setores da sociedade para os problemas ambientais.
Quanto mais a história avança, mais se percebe a necessidade de urgência no encaminhamento de soluções para as questões relacionadas ao meio ambiente em nível global. É importantíssimo buscar uma conciliação entre a crescente demanda por recursos naturais e a preservação do meio ambiente. Na esteira dessa necessidade, o mercado de trabalho para o ecólogo, que já era bom, tem vivido um ótimo momento. Há oportunidades em centros de pesquisa, escritórios de consultoria, ONGs, empresas particulares e em universidades. Além disso, o ecólogo vem sendo incluído nos editais de contratação dos mais diversos órgãos públicos relacionados ao meio ambiente.
Entre os órgãos públicos que mais contratam ecólogos, podem-se citar o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), de São Paulo, e o Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa).
Como fatores importantes para o crescimento da profissão, estão os recentes avanços na legislação ambiental brasileira, as metas de conservação estabelecidas pelo governo federal e a implantação das metas de qualidade ambiental (ISO 14.000 e 14.001) a serem atingidas pelos setores produtivos.
Se, por um lado, o campo de atuação dos ecólogos se torna cada dia mais promissor, por outro, aumenta a exigência com relação à sua formação: além de uma sólida graduação, ele deve manter-se sempre atualizado a respeito da legislação, das novas descobertas e sobre os aspectos políticos, sociais e econômicos que possam influenciar os rumos de sua carreira. Desse modo, ele será capaz de compreender melhor o seu papel, inclusive em equipes multidisciplinares, para tratar das questões ambientais.
| Na
UNESP |
Uma formação especializada já na graduação |
Desde a sua implantação, pioneira, no campus da UNESP de Rio Claro, há três décadas, o curso de Ecologia oferecido no Instituto de Biociências (IB) passou por grandes mudanças, incorporando em sua grade curricular disciplinas de natureza prática e aplicada.
Durante os quatro anos da graduação, o aluno dispõe de diversos laboratórios, pratica atividades de campo e cumpre estágio obrigatório. Os locais das atividades extraclasse variam de acordo com as disciplinas do curso – como Ecossistemas Aquáticos, cujos estudos sobre a estrutura da fauna e da flora são preferencialmente feitos em áreas preservadas, como parques, reservas e estações ecológicas. Áreas degradadas, áreas urbanas e áreas de uso agrícola também são usadas em pesquisas – em disciplinas como Climatologia ou Métodos de Estudo e Controle da Poluição.
Os alunos do curso podem fazer seus estágios em unidades auxiliares da UNESP, como o Centro de Estudos Ambientais e o Centro de Estudos de Insetos Sociais, ambos em Rio Claro. Estágios também podem ser feitos em outras instituições de pesquisa e ONGs, o que possibilita ao estudante um contato com diferentes abordagens da Ecologia e com profissionais experientes da área.
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