Há pelo menos uma década o Brasil vive relativa estabilidade em sua economia, sem troca de moedas ou planos econômicos mirabolantes. Isso não quer dizer, no entanto, que os assuntos econômicos tenham sido relegados ao segundo plano. Descontrole inflacionário, congelamentos e confiscos podem ter saído de cena, mas outros temas tomaram seu lugar, como globalização, taxa de juros, déficit primário e vários outros. Por isso, independentemente do que ocorra no planeta, o economista sempre será personagem de proa na sociedade moderna e dificilmente deixará de ter com que se ocupar.
Um profissional da área de Economia pode desempenhar um vasto número de atividades, em vários segmentos da sociedade. Além das funções tradicionais nos setores privados, como empresas, bancos, instituições patronais e sindicais, e na administração pública, nos governos federal, estadual e municipal, existe ainda um significativo campo de atividades em assessorias e em instituições de pesquisa, públicas e privadas. Se preferir, o economista pode ainda seguir a carreira acadêmica, como professor e pesquisador.
No dia-a-dia de seu trabalho, o economista pode se dedicar às questões relacionadas à macroeconomia, como, por exemplo, controle da inflação, taxa de câmbio, distribuição da renda ou finanças, uma abordagem ligada aos agregados nacionais (ou regionais). Ou então pode trabalhar com temas relacionados a estruturas de mercado, inovação, estratégias das empresas, controle de ativos e gerenciamento de portfolio, entre outros temas da microeconomia.
No Brasil, não se pode dizer onde estão as melhores condições de emprego, em termos geográficos, sem pensar no segmento de atuação do profissional. Se o economista pretende trabalhar no sistema financeiro, as melhores oportunidades costumam surgir na Região Sudeste. Mas, com a expansão da agricultura no Centro-Oeste do País, por exemplo, muitas oportunidades estão sendo geradas ali. Em suma, o desenvolvimento e a crescente sofisticação e complexidade da economia criam novas perspectivas profissionais e ampliam as já existentes.
Devido à abrangência de possibilidades de atuação, o candidato a essa carreira deve ter interesse tanto pela área de Humanidades – história, política, sociologia e direito –, quanto pelas Ciências Exatas, principalmente matemática e estatística. No mundo atual, qualquer profissional precisa de uma formação teórica sólida para que, a partir daí, possa atualizar e ampliar este aprendizado.
O economista deve estar sempre bem informado dos avanços científicos no campo em que atua e sobre as mudanças políticas, sociais e econômicas que ocorrem. O perfil mais apropriado deve ser, portanto, de candidatos que entendam a aquisição do conhecimento como um processo contínuo.

Na UNESP

Preparação para os desafios do mercado

O curso de Ciências Econômicas da Faculdade de Ciências e Letras (FCL) da UNESP, campus de Araraquara (foto), está entre os melhores do País, com um quadro docente de elevada qualificação, pós-graduados em centros de excelência nacionais e internacionais e reconhecida produção acadêmica. Sua grade curricular contempla formação teórica abrangente, que compreende abordagens de diversas correntes do pensamento econômico, sem descuidar da perspectiva histórica de análise dos fenômenos econômicos.
Além de excelente infra-estrutura – biblioteca, laboratórios de informática e de línguas estrangeiras –, na FCL existem vários grupos de pesquisa atuando em diferentes campos do conhecimento econômico e social, que auxiliam, solidificam e complementam a formação do aluno. A partir das pesquisas coletivas (grupos de pesquisas) ou individuais (professores), o aluno pode também desenvolver atividades de iniciação científica (com ou sem bolsa de estudos), complementares às disciplinas curriculares.