
Ao descobrirem a estrutura do DNA (ácido desoxirribonucléico), a chamada molécula da vida, em 28 de fevereiro de 1953, o físico britânico Francis Crick e o biólogo norte-americano James Watson inauguraram a era da biotecnologia e deram início a uma verdadeira revolução científica.
Desde então, ocorreram muitos avanços na área – e chegamos à clonagem de animais, à produção de plantas e animais transgênicos e ao mapeamento do genoma humano. Nessa trilha, muitas outras descobertas ainda estão por vir, como a cura de doenças hereditárias, do câncer e da aids, a produção de medicamentos mais eficazes e baratos, a fabricação de vacinas sob medida, a criação, em laboratório, de órgãos para transplante, o controle de pragas agrícolas sem agressão ao meio ambiente e o aumento da produção de alimentos.
O grande beneficiário profissional dessa evolução é, certamente, o biotecnólogo. O mercado de trabalho para os graduados em Biotecnologia está em franca expansão. Principalmente com a recente aprovação da Lei de Biossegurança, que regulamentou o uso de células-tronco e transgênicos.
Além dessas áreas, há possibilidade de o biotecnólogo desenvolver trabalho técnico ou de pesquisa em clonagem, terapia gênica, transferência de embriões, biomateriais, genoma, proteoma, biomecânica e biodisponibilidade, alimentos, engenharia genética e de tecidos, biotecnologia ambiental, nanotecnologia, bioeletricidade, inseminação artificial, bioinformática, biochips, redes neurais e construção de equipamentos biomédicos e polímeros biodegradáveis. Nas empresas, especialmente em indústrias, o potencial de trabalho é grande.
O perfil desejável de quem pretende fazer o curso inclui interesse pelas áreas básicas da biologia, como biologia molecular, genética, imunologia, parasitologia e microbiologia, pela farmacologia e pela biotecnologia de alimentos. E há, também, as disciplinas das áreas de química, física e matemática, que dão suporte ao aprendizado de tecnologias aplicadas aos vários ramos das ciências biológicas.
| Na
UNESP |
Curso pioneiro no Brasil está em dia com as inovações da ciência |
O curso de graduação em Biotecnologia da UNESP, o primeiro do Brasil, foi criado em 2003. O objetivo básico da iniciativa foi, e é, garantir que não falte aos alunos o embasamento teórico e prático necessário para que possam acompanhar as tendências de um mercado cada dia mais exigente. Como exemplo dessa postura, pode-se citar a bioinformática. É uma das disciplinas que visam propiciar ao aluno, justamente, o conhecimento de uma ferramenta muito útil para pesquisas nessa área.
O curso de graduação em Biotecnologia da Faculdade de Ciências e Letras da UNESP, campus de Assis, tem uma natureza multidisciplinar. Entre as disciplinas básicas, o aluno tem aulas de matemática, biologia, física, química e informática básica. Como disciplinas específicas, o curso oferece Controle da Expressão Gênica,
Biotecnologia Ambiental, Engenharia de Alimentos, Bioinformática, Farmacologia, Tecnologia da Produção de Fármacos e Fitoterápicos, Tecnologia da Produção de Vacinas, Propriedade Intelectual, Bioética, Bromatologia e Bioquímica de Alimentos.
Além disso, o curso dispõe de uma Central de Laboratórios didáticos para as disciplinas dos dois primeiros anos. Há convênios com outras instituições de ensino, empresas e laboratórios do Estado de São Paulo, para que o aluno possa cursar os componentes obrigatórios de Estágio Supervisionado I, II e III, cada um com 90 horas-aula. Foram inaugurados em 2006 uma central com quatro salas de aula e um anfiteatro.
Estão em construção quatro laboratórios para: Biotecnologia Vegetal; Produção de Vacinas e Imunobiológicos; Produção de Fármacos e Fitoterápicos; e Tecnologia de Alimentos, Enzimologia e Bromatologia. Há três grandes laboratórios didáticos equipados funcionando, além de nove laboratórios de pesquisa que produzem trabalhos de ponta, muitos deles já absorvidos na região.
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